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As armas não servem a mim

As armas empurram essa terra verde-amarela

Pra aquarela do calmante,

Para a novela da saúde alucinante.

As armas estão nas mãos

Dos que sequer aqui estão.

Cristãos não são não,

São demais pra servir Cristo,

Servem-se com voracidade

E devoram com capricho.

As armas estão nas mãos

De quem define a direção,

Nunca estiveram com a população.

 

Os que mandam nessa praça

Rasgam terra, água e céu

Escondendo seu papel

Numa cortina de fumaça.

 

Essa terra pra essa gente que nos ferra

É uma mãe de leite nas mãos do deus da guerra.

Sem se vestir, sai a minha alma por aí

Se achando meio perdida;

Com o baixo preço da vida.

 

Aqui decai o arranjo social.

Do cais despenca a alma animal.

Aqui é de quem dita a dança

E bota fogo na balança.

Sendo assim, a massa segue

Sem ter onde se pegue,

A andar com um pé atrás e ofegante,

Enquanto esse barco segue, segue

Como castelo dos senhores flutuantes.

Verdades.

Realidade dura e crua. Porém, nada é para sempre.

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