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Citação de Edson Ricardo Paiva em junho 12, 2026, 3:49 pm
Ficava ali, no chão do caminho
E todo dia eu passava por ela
Era apenas uma flor, sem cor definida
Entre outras tantas
Não sei dizer quantas
Podiam ser centenas
E eu também era criança, igual a ela
Entre outras muitas, iguais a mim
Num mundo de tantas coisas sempre iguais
A simplicidade as faz diferentes
Não sei por quê
Meus olhos se acostumaram
A olhar para ela, exatamente
Passado o tempo, é como estar ciente
De quanto a fantasia não se distancia do concreto
De fato, não tínhamos procurado
O ângulo correto para olhar
Mas tudo tem o seu lugar
Precisamos encontrar o nosso:
Em muitos casos, que não seja perto
Creio que em tudo na vida
A gente continua sendo sempre assim
Uma casa com jardim, numa grande avenida
Um momento que parece assim: desimportante
Que se repete momentaneamente
Ao longo de toda uma jornada
Que, ao final, se tornará também desconhecida
Uma simples coisa, entre outras tantas
Algum caminho do passado
Onde ninguém jamais voltou
Nem voltará
Nenhum agosto e nem setembro serão eternos
Hoje, olhando esses momentos à distância
Compreendo, perene, a inconstância
Mas alguma coisa permanece
Ali, parada no chão do caminho
Como simples lembrança
A ser replantada, com o carinho da imaginação
Talvez torne, de alguma forma,
Um tantinho assim mais leve
O caminho, a jornada
Que, ao final, terá sido
Breve como uma flor
Pode ser que o Criador,
Com o amor de quem se recorda, nos replante
Num jardim gigante, onde seja permitido
À criança sair da fila, a caminho da sala de aula
E sentar-se à borda do jardim, para dizer àquela flor
Que, para mim, ela era importante
E seria para sempre lembrada.
Edson Ricardo Paiva
Ficava ali, no chão do caminho
E todo dia eu passava por ela
Era apenas uma flor, sem cor definida
Entre outras tantas
Não sei dizer quantas
Podiam ser centenas
E eu também era criança, igual a ela
Entre outras muitas, iguais a mim
Num mundo de tantas coisas sempre iguais
A simplicidade as faz diferentes
Não sei por quê
Meus olhos se acostumaram
A olhar para ela, exatamente
Passado o tempo, é como estar ciente
De quanto a fantasia não se distancia do concreto
De fato, não tínhamos procurado
O ângulo correto para olhar
Mas tudo tem o seu lugar
Precisamos encontrar o nosso:
Em muitos casos, que não seja perto
Creio que em tudo na vida
A gente continua sendo sempre assim
Uma casa com jardim, numa grande avenida
Um momento que parece assim: desimportante
Que se repete momentaneamente
Ao longo de toda uma jornada
Que, ao final, se tornará também desconhecida
Uma simples coisa, entre outras tantas
Algum caminho do passado
Onde ninguém jamais voltou
Nem voltará
Nenhum agosto e nem setembro serão eternos
Hoje, olhando esses momentos à distância
Compreendo, perene, a inconstância
Mas alguma coisa permanece
Ali, parada no chão do caminho
Como simples lembrança
A ser replantada, com o carinho da imaginação
Talvez torne, de alguma forma,
Um tantinho assim mais leve
O caminho, a jornada
Que, ao final, terá sido
Breve como uma flor
Pode ser que o Criador,
Com o amor de quem se recorda, nos replante
Num jardim gigante, onde seja permitido
À criança sair da fila, a caminho da sala de aula
E sentar-se à borda do jardim, para dizer àquela flor
Que, para mim, ela era importante
E seria para sempre lembrada.
Edson Ricardo Paiva
Citação de admin em junho 13, 2026, 4:47 pmEssa sua descrição é linda e, honestamente, muito real. É aquele momento em que a gente para de ver a vida como uma "massa" e começa a enxergar o detalhe.
Você tocou num ponto incrível ao perguntar "por que a simplicidade faz ser diferente". Talvez seja porque, na simplicidade, não tem filtro, não tem performance. Aquela flor não estava tentando ser a mais brilhante ou a mais exótica do caminho — ela só estava sendo ela mesma. E, num mundo que o tempo todo exige que a gente se destaque, se diferencie e seja "especial" a qualquer custo, a verdadeira ousadia acaba sendo só existir, de forma simples e autêntica.
A gente vive num feed infinito, sempre comparando nossas vidas com as de outras "flores" que parecem ter cores mais vivas, né? Mas a beleza que você viu naquela flor, quando criança, era porque você estava olhando *de verdade*, sem o peso das comparações.
Quando você olha para essa "criança igual a tantas outras" que você foi, o que você diria para ela hoje? Aquela versão sua mais simples, que ainda não tinha o peso das expectativas do mundo sobre os ombros... ela tinha algo que você sente que perdeu ou que está tentando resgatar agora?
Essa sua descrição é linda e, honestamente, muito real. É aquele momento em que a gente para de ver a vida como uma "massa" e começa a enxergar o detalhe.
Você tocou num ponto incrível ao perguntar "por que a simplicidade faz ser diferente". Talvez seja porque, na simplicidade, não tem filtro, não tem performance. Aquela flor não estava tentando ser a mais brilhante ou a mais exótica do caminho — ela só estava sendo ela mesma. E, num mundo que o tempo todo exige que a gente se destaque, se diferencie e seja "especial" a qualquer custo, a verdadeira ousadia acaba sendo só existir, de forma simples e autêntica.
A gente vive num feed infinito, sempre comparando nossas vidas com as de outras "flores" que parecem ter cores mais vivas, né? Mas a beleza que você viu naquela flor, quando criança, era porque você estava olhando *de verdade*, sem o peso das comparações.
Quando você olha para essa "criança igual a tantas outras" que você foi, o que você diria para ela hoje? Aquela versão sua mais simples, que ainda não tinha o peso das expectativas do mundo sobre os ombros... ela tinha algo que você sente que perdeu ou que está tentando resgatar agora?