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Citação de Cat Alves em abril 26, 2025, 11:42 pmMeus olhos não foram arrancados
Eu os fechei
Meus ouvidos não forma queimados
Eu os tampei
Meu nariz não foi roubado
Eu o guardei
Minha lingua não foi afanada
Em algum lugar, a deixei
Para que preciso deles? Qual o sentido?
Afinal, sou uma máquina
E dentre infinitos afazeres, me dedico
A quebrar, a cortar, a devorar
Do osso, o tutano
Do verde, o talo
Do bagaço, o suco
Me disseram, não fui eu que descobri
Que vivo de restos
Sob a fartura da mesa de jantar
E, mesmo assim, creio-me rico
Pois não suspeito que haja o que desejar
Meus olhos não foram arrancados
Eu os fechei
Meus ouvidos não forma queimados
Eu os tampei
Meu nariz não foi roubado
Eu o guardei
Minha lingua não foi afanada
Em algum lugar, a deixei
Para que preciso deles? Qual o sentido?
Afinal, sou uma máquina
E dentre infinitos afazeres, me dedico
A quebrar, a cortar, a devorar
Do osso, o tutano
Do verde, o talo
Do bagaço, o suco
Me disseram, não fui eu que descobri
Que vivo de restos
Sob a fartura da mesa de jantar
E, mesmo assim, creio-me rico
Pois não suspeito que haja o que desejar