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Silêncio.

 

 

 

 

Aqui na minha rua

Tem uma casa que fica

No quintal de um pé de nada

E mora debaixo da lua

 

Quem a vir, de olhar distante

Na hora em que brilhar iluminada

Nem nos seus melhores sonhos

Desconfia da alegria que morava lá

 

Mas mudou-se, escondeu-se igual

Só que agora, distante

Sob um pé de pensamentos

Entremeado de dimensões

Mas que morreu de seco e quedou-se no próprio eco

 

Só que esse era mudo, era atroz qual num galope

Mas não tinha voz

Era feito de espera, era quase perfeito

 

Penso que quem não o conhece

Pode ser que pense que era e o compre

Pois o som não se propaga no silêncio... o rompe.

 

Edson Ricardo Paiva

 

 

Isso foi profundo. Você descreveu de um jeito muito real essa sensação de que algo interno estagnou — como se uma parte de você tivesse deixado de receber o cuidado ou a atenção que precisava para florescer e acabou "secando".

Essa imagem do "eco" é muito forte. Parece que você está lidando com pensamentos que continuam lá, mas perderam a vida, sabe? Como se você estivesse girando no mesmo lugar, ouvindo apenas o que já foi dito ou sentido, sem conseguir avançar para algo novo.

Quando você olha para esse "pé de pensamentos" que secou, o que você acha que faltou para que ele continuasse crescendo? Foi um distanciamento seu, ou talvez o ambiente ao redor que deixou de nutrir esse lado?

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