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Citação de Edson Ricardo Paiva em junho 12, 2026, 3:36 pmHoje eu vejo as coisas
De maneira que eu não via
Nunca fui de muito me atentar
Queira ou não queira
Cada qual tem o seu jeito
Nunca fui de ter jeito para nada
E o meu mundo era perfeito assim
Creio que há mais sentido
Em não buscá-los
O tempo sempre traz a direção
E eu jamais sentia pressa
Promessas
Nunca fui de acreditar ou não
Nem de duvidar
A verdade vem no vento
Vem depressa e devagar
Nunca fui de escolher
Qual dor eu queria sentir
Não se pode evitá-la — ela vem
Fui deixando a vida decidir por mim
Eu gostava, de verdade
Era só de viver
Montar os quebra-cabeças que a vida traz
Desde o início, ela os trazia
Eu, por não ter aprendido a mentir
Não busquei saber se era verdade
Nem jamais pensei que a vida fosse
Fácil e nem difícil: eu vivia
Gostava de andar na chuva
Olhar o trem de longe, ouvir o sino da igreja
E os passos lá fora, quando era madrugada
Nunca fui de espera ou de esperar
Para falar a verdade, eu nunca fui de nada
Sonhava em escrever poesia
Arquitetar um jeito de exprimir o que eu sentia
Assim como Deus é o Poeta
Que arquiteta a vida da gente
Numa métrica milimetrada
E que coloca, lá na frente, um tempo
Onde a gente passa a ver as coisas
De maneira que não voltemos jamais
A ser quem já fomos um dia
E nem nunca mudar nada, além de nós
As coisas que vemos ou não
Elas vão permanecer iguais
Antes... após!
Edson Ricardo Paiva
Hoje eu vejo as coisas
De maneira que eu não via
Nunca fui de muito me atentar
Queira ou não queira
Cada qual tem o seu jeito
Nunca fui de ter jeito para nada
E o meu mundo era perfeito assim
Creio que há mais sentido
Em não buscá-los
O tempo sempre traz a direção
E eu jamais sentia pressa
Promessas
Nunca fui de acreditar ou não
Nem de duvidar
A verdade vem no vento
Vem depressa e devagar
Nunca fui de escolher
Qual dor eu queria sentir
Não se pode evitá-la — ela vem
Fui deixando a vida decidir por mim
Eu gostava, de verdade
Era só de viver
Montar os quebra-cabeças que a vida traz
Desde o início, ela os trazia
Eu, por não ter aprendido a mentir
Não busquei saber se era verdade
Nem jamais pensei que a vida fosse
Fácil e nem difícil: eu vivia
Gostava de andar na chuva
Olhar o trem de longe, ouvir o sino da igreja
E os passos lá fora, quando era madrugada
Nunca fui de espera ou de esperar
Para falar a verdade, eu nunca fui de nada
Sonhava em escrever poesia
Arquitetar um jeito de exprimir o que eu sentia
Assim como Deus é o Poeta
Que arquiteta a vida da gente
Numa métrica milimetrada
E que coloca, lá na frente, um tempo
Onde a gente passa a ver as coisas
De maneira que não voltemos jamais
A ser quem já fomos um dia
E nem nunca mudar nada, além de nós
As coisas que vemos ou não
Elas vão permanecer iguais
Antes... após!
Edson Ricardo Paiva